quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Carta à Incomparável Ouvidoria

Bom, como o esse e-mail já havia sido encaminhado à coord. de psico e não surtiu efeito, resolvi mudar o foco. Dessa vez foi para a Ouvidoria da Unifor, uns 20 professores, 20 estagiários e o grupo [psicologiaceara].

Será que terei respostas agora??

Segue abaixo o e-mail.

abs.,

FTA

...................................................... .. .. . . . . .

Prezados colegas, Profs, Coordenadores e membros da Ouvidoria,

Bom dia!

Gostaria de compartilhar minha indignação com a nova política do NAMI/SPA, de vincular-se ao SUS. Está acontecendo um fenômeno constante com meus clientes de Plantão Psicológico. Eles vão ao posto, mas nunca tem número. Mas não adianta tentar justificar dizendo que "o professor não encaminhou a quantidade de vagas" ou "o aluno não entregou o relatório com a qtde de atendimentos no mês para abrir vagas para ele...". Explico de forma matemática: Estou atendendo um rapaz (A) no plantão. Vejo que sua demanda vai além do plantão, portanto encaminho-o para a individual, comigo mesmo, ora preciso de horas. Pois bem. Explico o procedimento maravilhoso de ir ao posto e pronto. Ao mesmo tempo, uma senhora (B) vem à recepção do SPA questionando como fazer para receber atendimentos psicoterápicos. Ela é encaminhada ao posto e pronto. Por sorte, B chegou primeiro que A, que ficou sem o nº de transação. Vejo que meu cliente/paciente/ou o que for, retorna sem o nº, ótimo, vamos trabalhar a resiliência dele. Repito as orientações, e na semana seguinte, ele me diz: a moça do posto disse que tenho que marcar consulta com o clínico geral, para ele avaliar se preciso realmente desse serviço e assim então me encaminhar. MEU DEUS! (eu penso) APROVARAM O ATO MÉDICO???. E realmente, só nos faltava essa. Além da burocracia, que desculpem-me, não funciona como a gente queria, ou realmente temos que nos adaptar de forma muito diferente a ela, agora temos que ficar dependendo de médicos, que coitadinhos, reclamam constantemente que estão sobrecarregados (esperem para ver então...).
Ah, lembrando que, B está com nº de transação mas não tem estagiário para atendê-la, e A está sem nº de transação sendo atendido no plantão devido sua demanda constante. E um rapaz (C) está vindo todo dia para ser atendido no plantão, mas não tem vagas, porque A está no plantão, mesmo devendo estar em acompanhamento individual fora do plantão, mas está tentando pegar o número que está com B, que não tem quem o atenda.... Bom, já deu para entender...

Estou me exaltando? Talvez. Reclamando às pessoas certas? Espero que sim.

Mas é difícil fazer parte de algo, e não poder ter voz ativa. Penso que se persistir dessa forma semestre que vem, serei obrigado a estagiar extra-muros. Vou perder o ar-condicionado, a poltrona confortável, a atendente simpática e o café no ponto? Se for preciso. mas me questiono: EU PAGO CARO PARA ISSO??? Ter que abrir mão do conforto que o dinheiro me proporciona, em prol de uma política furada, só para a Unifor ganhar uns trocadinhos por pacientes encaminhados pelo governo?

UNIFOR, VOCÊ PRECISA DISSO???

Mas penso que é necessário ouvir os outros estágiários, pois muitos reclamam. Sem contar que essa política foi imposta, e que quem é contra, é calado! Por sinal, essa é uma democracia historicamente brasileira.

E se meu raciocínio estiver certo (torço para que não esteja), estamos lascados.

Se me exaltei, não sei. Mas penso que vale a pena pensarmos e discutirmos sobre isso.

Srs. membros da Ouvidoria da UNIFOR, a lista de remetentes Cco deste e-mail é muito extensa, de forma que, sua resposta será repassada a todos.

Obrigado a todos.

Atenciosamente,
--
Felipe Torres Amato

Nenhum comentário:

Postar um comentário