segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Consolidando bases

O título desta postagem é uma frase muito comum de se ouvir em época de eleições. Não que não seja meu objetivo com ela, também é, mas principalmente, explicar o conteúdo (e contexto) deste blog.

A base que tenho interesse em consolidar aqui é a filosófica deste blog. Pois bem, por que falar de POLÍTICA se o foco seria PSICOLOGIA?

Simples! O ser-humano no qual me proponho falar sobre e para, está diretamente ligado aos estudos psicológicos. Eu poderia comparar com a economia, p.ex.. Pois nesta existem os estudos da MICROECONOMIA e da MACROECONOMIA. Aonde na primeira os agentes econômicos são vários indivíduos que consomem, fornecem, etc, e na última, o foco é o estudo em larga escala da economia.

Portanto, enquanto sujeito, ele pode ter sua identidade absolutamente única, que é sua SUBJETIVIDADE, na qual a PSICANÁLISE é uma grande colaboradora para os estudos nessa área. Mas esse sujeito não está só, ele encontra-se em RELAÇÃO, portanto, em sociedade (naquela tal da pólis, lembram?), e nesse aspecto trago o primeiro a pensar nisso, J.L.Moreno, criador da SOCIONOMIA/PSICODRAMA, aonde todos estamos interligados, existe uma grande rede sociométrica nos ligando (o que é fácil de compreendermos hoje em dia, graças ao orkut!).

Enfim, meu foco atualmente está sendo nesse indivíduo interligado, vivendo em relação, pois grande parte da nossa subjetividade está influenciada por isso. É O SER CULTURAL!!! Ou em outras palavras mais científicas, é o ser SÓCIO-HISTÓRICO.

Portanto, a política (tema dos meus últimos posts), a cultura (outro tema mais antigo, vejam os em que eu escrevo sobre a TV), a saúde, a educação, o lazer, a lei, ... TUDO É FOCO DA PSICOLOGIA! pois em tudo o ser-humano está inserido.

sábado, 1 de maio de 2010

Psicoterapia de Grupo - Concretizando uma idéia

Há praticamente um ano atrás, em uma conversaq informal com um professor na faculdade, ele me contou seu desejo em montar um grupo de psicoterapia.

Achei fantástico!

Naquele momento estava mudando o rumo da minha vida, saindo da área organizacional para me aventurar na educacional, e retomando também a administrativa, cuidando da instituição de psicodrama do meu pai.

Topei, na certa.

Sou formado em Psicodrama, faltando apenas a conclusão e entrega de minha monografia. Portanto entendo profundamente o efeito do grupo psicoterapêutico, além da visão moreniana do homem relacional.

Muita leitura técnica: Irvin Yalom, "Teoria e Técnica de Psicoterapia de Grupo", capítulo 10, para aprender a iniciar o grupo, escolher os integrantes e definir o tipo de grupo que há de começar. E depois o cap 11, iniciando o grupo...

Bom, minhas dificuldades foram administrativas: O SPA estava passando por um monento de transição, se vinculando ao SUS, e os pacientes tinham que enfrentar uma "pequena" fila para vir ter os atendimentos. Veio a lentidão, e o grupo não mostrou sinal de vida em 2009.

Então veio 2010. Os processos administrativos já estavam mais "entrosados" esse ano. MInha meta era iniciar o grupo após o carnaval. Mas não tinha pacientes o sufuciente. Fiquei com a missão de limpar as gavetas do SPA, ligando para pacientes interrompidos e avaliando interesse em participar do grupo. Consegui três. Outro já estava inscrito no ano passado. Oba, quatro já é grupo! Começamos em Abril, véspera da semana santa.

Quase um ano, apanhando, mas ainda sim, não é o suficiente, uma desistência, é preciso mais gente para que o efeito do grupo seja realmente eficaz.

Por que Psicoterapia de Grupo?

Na próxima postagem eu digo...

Abs.,

FTA

sábado, 24 de abril de 2010

Blogando de novo...

Mais de 4 meses longe do Blog, sem nenhuma falta aparente no meu cotidiano virtual. Mas cá estou novamente, papeando ao léu...

Vou falar sem nenhuma autoridade no assunto, nem breve pesquisa no google. Mas ontem estava em uma livraria e me deparei com o livro "Aprendendo a Viver" de Clarice Lispector, quis comprar, mas final de mês não tem quem aguente, então deixei para outra data. Enfim, no livro havia uma coletanea de crônicas dela, aonde ela se remetia ao seu passado, com vivências alegres e tristes, no geral, experiências que a ensinaram em vários sentidos. Simplesmente crônicas, retiradas da coletânea "A descoberta do mundo".

Mas o que me chamou ma a atenção, foi o modelo, que por sinal ela quiestiona a Rubem Braga este formato da crônica, aonde dizia algo do tipo, "não quero que saibam da minha vida, por mais que muitas experiências tenham sido ótimas para compartilhar com todos, sinto-me invadida", algo do tipo, em outras palavras (o que consta aqui está perpassado pela minha interpretação, filtre sempre).

E veio o simples "insight", que certamente os estudiosos já o tiveram há dez anos atrás: o que fazemos com o blog agora, já era feito há 40, 60, 80 anos atrás, ou mais.

A única surpresa é a facilidade. Como agora. Brinquei com minha filha, ela se cansou (eu também...) e deitou-se para assistir um pouco de TV, e eu vim fingir que sei escrever coisas bacanas, dando uma de pensador! Simples, e muito em breve, ao alcance de todos, com a democratização digital.

Bom, vou tentar criar meu cotidiano crônico, ou blogado.

Abraço,

FTA